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Economia
29 Dezembro de 2021 | 16h12

NOTA DE IMPRENSA| MEP apresenta balanços anuais do PRODESI, PREI e as previsões dos principais indicadores macroeconómicos do sector real da Economia

O Ministério da Economia e Planeamento apresentou nesta terça-feira, 28/12, o balanço preliminar do PRODESI, PREI e as previsões dos principais indicadores macroeconómicos do sector real.


Depois de cruzada a informação entre as diferentes instituições envolvidas no processo de financiamento, execução física e acompanhamento no terreno, o MEP, procedeu a actualização dos dados do segundo semestre de 2021.

Sobre o PRODESI no domínio do financiamento foram submetidos à banca 1.662 projectos, dos quais 1022 foram aprovados estando envolvidos 743,4 mil milhões de kwanzas, cuja execução financeira média está na ordem de 98,57% e execução físico média apurada de 81,99%.

O BDA com 531, FADA, com 142, BAI, com 76, e BIC com 52, são as instituições que mais financiaram projectos.

Os sectores que mais beneficiaram de financiamento são os da indústria transformadora, agricultura, comércio e distribuição, pecuária, indústria alimentar e bebidas, pesca marítima, aquicultura, prestação de serviços, pesca continental e texteis, vestuário e calçados.

No próximo ano a meta a financiar pelo menos é de 1.000 (mil) outros projectos.

No que se refere ao registo de produtores no Portal da Divulgação da Produção Nacional, PPN, a meta para este ano é de 10.000, mas foram, de facto, cadastrados 28.373 produtores no PPN, em 2021, o que representa uma execução de 284%. Desde 2019 até ao momento estão registados, no PPN, 34.059 produtores. A meta é atingir os 40.000 produtores até ao segundo semestre de 2022.

No domínio das feiras, 2.036 produtores participaram de um total de 77 feiras realizadas, nas quais foram transacionados 1.310 milhões de Kwanzas. No que tange aos contratos da compra da produção nacional a meta para 2021 prevê o registo de 1000 (mil) contrato, entretanto foram registados 1.102 contratos.

Quanto a capacitação, o INAPEM tem diferentes projectos com os seguintes resultados: plataforma "nosso saber”, que tem 12 cursos, formou 602 interessados, a "rede INAPEM” formou 1.674 interessados. O projecto de fomento do empreendedorismo capacitou 1.075 pessoas e sobre cooperativismo foram formados 141 interessados, o projecto de capacitação fiscal e cidadania, formou 623 gestores e empreendedores, o AgroPRODESI, capacitou 1.722 gestores, agroempreendedores e dirigentes de cooperativas; o projecto ENVOLVER está a formar 72 pessoas, entre os quais quadros do INAPEM e BSP; o projecto SOIK, capacitação de gestores e das Micro, Pequenas e Médias Empresas, capacitou 368 gestores e 40 formadores, já o projecto PROMOVE, deu formação a 304 dirigentes de cooperativas, 109 formadores e 53 mentores, o que perfaz um total de 6.783 formados.

O Ministério da Economia e Planeamento no seu balanço, garante que apesar de ter sido descontinuado o relatório Doing Business, Angola vai continuar a trabalhar para melhoria do ambiente de negócios, nos domínios de Abertura de empresas, Registo de Propriedade, Execução de Contratos, Resolução de Insolvências, Protecção dos Investidores Minoritários e obtenção de crédito, além da obtenção de licença de obras, electricidade, pagamento de impostos e comércio internacional.

O Programa da Reconversão da Economia Informal, PREI, também foi balanceado. Este programa tem como meta formalizar até 2022, 2000 micro-empresas, entretanto de 2020 a 2021 foram formalizadas 43.800 micro-empresas.

O processo de formalização está a permitir a inclusão financeira dos agentes económicos, que se encontram fora da economia formal, através do micro-crédito, do sistema de pagamentos móveis, assim como, está a dar acesso à capacitação e à segurança social.

Para 2022 a perspectiva é assegurar o registo e formalização de 55 mil empreendedores informais e a criação e activação de 50 contas no sistema de pagamentos digitais por telemóvel.

Em Janeiro o programa vai estender-se para as províncias do Huambo, Huíla, Benguela, Bié e Cuanza Sul, em Fevereiro, atingirá as do Cunene, Namibe, Cuando Cubango; em Março o PREI chega às Lundas Norte e Sul, bem como ao Moxico, e em Março estará, também nas províncias do Bengo, Cabinda, Malanje e província do Zaire.
Quanto as previsões do desempenho do sector real da economia 2021/2022, o Executivo espera que haja um crescimento de 0,2% do PIB, devido ao crescimento do sector não petrolífero em cerca de 5,2%, não obstante a contracção do sector petrolífero, incluíndo o gás em 10,6%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) também apresentam projecções positivas, em relação ao crescimento para 2021, o FMI prevê 0,1%, o Banco Mundial projecta um crescimento de 0,4%.

Para 2022, as projecções do Executivo sobre o crescimento do PIB, são as mais conservadoras, apontando para 2,4%, o FMI projecta 2,9%, e mais optimista, o Banco Mundial prevê 3,1% de Crescimento do PIB para 2022.

Na ocasião o Ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, disse que "os resultados alcançados até aqui são animadores, mas ainda não estamos satisfeitos. Temos de fazer mais e melhor para que ajudemos a desbloquear o potencial económico do País para que retomemos a trajectória de crescimento económico e inclusivo”.

Os Ministros da Agricultura e Pescas, Francisco de Assis e da Indústria e Comércio, Victor Fernandes, testemunharam o evento que também homenageou os produtores nacionais por fileiras produtivas, bancos que mais financiaram a economia real, produtores que se destacaram quer na aplicação dos fundos do financiamento e no seu reembolso, assim como, foram distinguidos os sectores públicos que tiveram redobrados os esforços para alavancar o sector produtivo e também acelerar o processo de formalização dos agentes económicos informais.


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